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Percursos Pedestres

Percursos Pedestres

Os percursos pedestres, ou caminhadas, constituem uma actividade de lazer ao ar livre, que consistem em percorrer a pé um determinado percurso pré-estabelecido.

Apesar de existirem metas a alcançar, estas actividades não implicam o factor de competição, tendo como principal objectivo a descoberta e o contacto com a natureza, e a consequente aquisição de conhecimentos mais aprofundados da região a percorrer.

Neste sentido, o Município de Oleiros está a criar uma rede de percursos de pequena rota e média rota, abrangendo todas as freguesias do concelho, tendo como principais objectivos:

- Dar a conhecer a residentes e visitantes o património que caracteriza a área abrangida pelos percursos, através da observação, no local, das formações geológicas, da flora, fauna e respectivos habitats, bem como a cultura local, a sua riqueza etnográfica, gastronomia, festas e costumes.
- Interigar a riqueza natural, cultural e social, em vertentes ou modalidades como a animação, a interpretação ambiental ou o desporto de natureza, que potenciam a riqueza de um património diversificado.
- Alertar para os impactes negativos que ameaçam as áreas naturais, e para as alternativas para o seu desenvolvimento sustentável.
- Promoção e revitalização de zonas que por si só são penalizadas devido à sua localização e integração num território que condiciona as potencialidades de desenvolvimento.

Para além do estabelecimento de percursos e respectiva sinalização no terreno com painéis informativos, o projecto inclui também a colocação estratégica de alguns postos de observação de avifauna, a edição de materiais de divulgação como desdobráveis alusivos à fauna e habitats locais, e a instalação de um Centro de Interpretação Ambiental para o acolhimento de visitantes e o fornecimento de informação sobre os percursos e os locais por eles abrangidos.

Alguns percursos pedestres são interligados, formando um percurso mais longo de BTT.

De modo a permitir a utilização por parte de públicos diferenciados, serão organizados percursos com diferentes graus de dificuldade: uns mais curtos e menos declivosos, direccionados para crianças e idosos, e outros mais longos e mais declivosos, dirigidos ao restante público.

Para cada percurso deverá ser feito um desdobrável que inclui:

- Duração
- Distância
- Grau de dificuldade
- Época do ano recomendada
- Recomendações
- Breve descrição das paragens, incluindo o património natural e etnológico
- Mapa do percurso

Numa primeira fase do projecto, proceder-se-à à escolha dos percursos e sua classificação, pela averiguação da sua extensão, duração aproximada, obstáculos, grau de dificuldade e perigosidade, e também ao levantamento dos aspectos geológicos, florísticos e culturais de cada um deles.

No final desta fase, será possível reunir todas as informações recolhidas num folheto desdobrável, facultado aos interessados na utilização destes percursos. Nestes folhetos, serão colocados telefones de contacto para que, em caso de detecção de situações anómalas que possam colocar em risco a área florestal, os utentes dos percursos possam alertar as entidades competentes para a sua resolução. Isto tornar-se-à importante nas épocas propícias à deflagração de incêndios florestais, podendo neste caso os utentes participar, de certo modo, na vigilância destas áreas.

Numa fase posterior, será feita a sinalização adequada para cada percurso, que consistirá em:

- painéis informativos, colocados no início de cada percurso, contendo informações sobre o mesmo (esquema, duração aproximada, obstáculos, grau de dificuldade, época do ano recomendada, recomendações, equipamento, aspectos naturais, culturais e sociais).
- sinalética auxiliar, colocada ao longo de cada percurso, nos locais em que se justifique, indicando a direcção da continuação do trajecto, de forma a facilitar a orientação e progressão dos utilizadores.

Esta sinalização obedecerá àquela que é normalizada e adoptada internacionalmente pela Federação Portuguesa de Campismo, e será construída em materiais que não destoem na paisagem.

No final, será feita a divulgação e promoção do projecto, pela edição de posters e pela organização de caminhadas inaugurais dos percursos.

A informação de todos os folhetos será compilada num pequeno livro, que dará uma ideia geral da biodiversidade, paisagem e aspectos culturais da zona abrangida.

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PR 1 OLR - Nos Meandros do Zêzere (Álvaro)

Distância: 6,3 Km

Duração: 2h 00 min

Tipo de percurso: circular

Desnível acumulado:
368 m subida

Altitude máxima: 466 m

Altitude mínima: 271 m

Grau de Dificuldade: Adversidade do meio = 1; Orientação = 2; Tipo de piso = 2; Esforço físico = 2.

Ponto de partida e de chegada: Junto à Igreja Matriz de Santiago.

Pontos de interesse: Ponte Romana, Lagar de Azeite, Praia Fluvial de Álvaro.

Época aconselhada: Todo o ano. Atenção ao calor no Verão e ao piso escorregadio.

Descrição: Este Caminho do Xisto é um percurso circular com partida e chegada no miradouro sobre o Rio Zêzere junto à Igreja Matriz de Álvaro (Igreja de S. Tiago). Antes de iniciar o percurso e ainda no miradouro, deleite-se com a paisagem circundante sobre o Vale do Rio Zêzere, considerado um dos mais belos vales fluviais portugueses. Saindo de Álvaro em direcção à Gaspalha, caminhamos por entre oliveiras nos socalcos das encostas do Rio Zêzere até chegarmos à estrada que une Oleiros à Pampilhosa da Serra. Atravessamos a estrada e iniciamos a subida em direcção à Gaspalha, passando pela Capela de Nossa Senhora da Consolação. Uma vez na Gaspalha, podemos descansar e visitar um dos Lagares de Azeite ainda existentes na Aldeia. Agora, por entre pinheiros, descemos em direcção ao Rio Zêzere e à Praia Fluvial de Álvaro que nos convida a um mergulho nos dias de maior calor. Aqui pode descansar um pouco ou mesmo comer algumas das especialidades da gastronomia local no restaurante junto à praia. Seguindo novamente em direcção a Álvaro, caminhamos junto ao rio, onde podemos observar algumas das aves que habitam a zona sobrevoando as águas do Zêzere. Após uma ligeira subida, chegamos novamente a Álvaro onde podemos visitar algumas das suas belas capelas.


PR 2 OLR - Mui nobre villa (Álvaro)

Distância: 7,3 Km

Duração: 2h 40 min

Tipo de percurso: circular

Desnível acumulado:
490 m subida

Altitude máxima: 650 m

Altitude mínima: 328 m

Grau de Dificuldade: Adversidade do meio = 1; Orientação = 2; Tipo de piso = 2; Esforço físico = 2.

Ponto de partida e de chegada: Junto à Igreja Matriz de Santiago.

Pontos de interesse: Ponte Romana, Lagar de Azeite, Praia Fluvial de Álvaro.

Época aconselhada: Todo o ano. Atenção ao calor no Verão e ao piso escorregadio.

Descrição: Com início no Miradouro, junto à Igreja Matriz de Álvaro de S. Tiago, este Caminho do Xisto vai levar-nos pelas encostas da aldeia, com passagem em Longra. Caminhando pelas ruas de Álvaro, dirigimo-nos à Capela de Sto. António, mas antes desta devemos cortar para a Capela de S. Sebastião. Estamos agora no vale da Ribeira de Alvélos, rodeados de oliveiras seculares. Quando chegamos à ribeira, avistamos uma bela ponte de origem romana que ainda hoje é local de passagem dos habitantes de Álvaro a caminho das suas terras de cultivo. Logo à frente, ainda é possível avistar um conjunto de azenhas em ruínas junto à ribeira. Caminhando por entre pinheiros, eucaliptos, alguns sobreiros e carvalhos, subimos em direcção a Longra, passando pelas ruínas da Capela de S. Pedro. Antes de chegar à Longra encontramos a Capela de Sto. António, uma das muitas existentes nesta zona. Seguimos, agora, pela rua principal da aldeia e depois começamos a descer em direcção a Álvaro. A descida é, por vezes, sinuosa mas a paisagem sobre esta Aldeia do Xisto é maravilhosa, tendo o Rio Zêzere como pano de fundo. Mesmo antes de chegar a Álvaro, passamos novamente pela Ribeira de Alvélos, local onde antigamente se lavava a roupa e se tomava banho. Ao chegar a Álvaro, não deixe de visitar algumas das suas capelas e mais uma vez, contemplar o Rio Zêzere no miradouro junto à Igreja Matriz.

PR 3 OLR - GeoRota do Orvalho

Distância: 8,9 Km

Duração: 3h 30 min

Tipo de percurso: não circular

Desnível acumulado:
906 m subida

Altitude máxima: 480 m

Altitude mínima: 460 m

Grau de Dificuldade: Adversidade do meio = 1; Orientação = 2; Tipo de piso = 3; Esforço físico = 3.

Ponto de partida e de chegada: Junta de Freguesia do Orvalho e Miradouro do Mosqueiro, respectivamente.

Pontos de interesse: Igreja Matriz de Orvalho, Fraga de Água d´Alta, Lagoa das Lontras, Calçada Romana, Forno das Mouras, Parque de Merendas do Mosqueiro.

Época aconselhada: Todo o ano. Atenção ao calor no Verão e ao piso escorregadio no Inverno.

Descrição:
O itinerário deste percurso apresenta um conjunto de espaços nobres onde a paisagem aliada ao saber fazer das suas gentes, são um óptimo tónico para fugir ao stress dos meios urbanos. Inserindo-se no território Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, este roteiro contempla a passagem pelos geomonumentos classificados pela UNESCO que existem na freguesia de Orvalho. Tradição e cultura aliam-se em comunhão com a Natureza, onde excepcionais afloramentos rochosos, passando por locais emblemáticos, são só o mote para a descoberta de refúgios mágicos. Pelo meio, testemunha-se o correr das águas cristalinas das ribeiras e das nascentes da montanha, confundido-se com os melodiosos cantares dos pássaros, embriagados pela pureza intocável dos locais. O percurso convida assim ao mais puro reencontro com a Natureza, remetendo para outros tempos que se pensava não ser possível alcançar.

Por entre excepcionais monumentos geológicos, impõe-se a incontornável beleza da região, pintada por uma mescla de cores divinas onde o verde da vegetação se mistura com os tons da terra, não deixando ninguém indiferente. pelas encostas íngremes circundantes, são evidentes as monoculturas de pinheiro bravo (Pinus pinaster) e algumas manchas de oliveiras (Olea europaea), as quais revelam a tradição olivícola que marcou a ruralidade orvalhense. É também frequente encontrar-se alguns exemplares de medronheiro (Arbutus unedo), podendo verificar-se também de forma dispersa a azinheira (Quercus rotundifolia) e o sobreiro (Quercus suber).

O serpenteante Vale das Fragosas surge-nos numa curva da estrada, pouco depois de passar o cabeço cónico da Senhora da Confiança. Junto das fontes naturais existentes à beira da estrada, um miradouro natural permite-nos admirar a muralha quartzítica que se ergue de um bosque denso por onde o ribeiro de Água de alta desaparece. pelo som forte da água a cair, advinham-se as cascatas de fraga da Água d´Alta. São 25 m de desnível vencidos por uma sucessão de três véus de água turbulentos e crepitantes. Vale a pena descer o caminho assinalado onde abunda o folhado (Viburnum tinus) e onde o azereiro (Prunus lusitanica) marca bem a su presença.

A herança morfológica desta região resultou na quartzítica Serra do Moradal sobranceira a uma ária deprimida na mancha de xistos e grauvaques, onde a erosão mesocenozóica mais se faz sentir. No cimo do Cabeço do Mosqueiro, o Miradouro que lá existe evidencia não só os afloramentos rochosos, mas também a vegetação arbustiva. Esta é constituída essencialmente por matos heliófilos, dos quais se destaca a esteva (Cistus ladanifer), a carqueja (Chamaesparum tridentatum) e o tojo (Ulex sp.). Foram também identificados alguns exemplares de Teucrium salvastrium, uma espécie protegida vulgarmente designada por têucrio.

PR 4 OLR - Trilhos do Estreito

Distância: 10 Km

Duração: 3h 30 min

Tipo de percurso: circular

Desnível acumulado:
906 m subida

Altitude máxima: 685 m

Altitude mínima: 605 m

Grau de Dificuldade: Adversidade do meio = 1; Orientação = 2; Tipo de piso = 3; Esforço físico = 3.

Ponto de partida e de chegada: Junta de Freguesia do Estreito.

Pontos de interesse: Igreja Matriz de Estreito, Serras, casario em xisto, Torre sineira, Cruzeiro da Ordem de Malta.

Época aconselhada: Todo o ano. Atenção ao calor no Verão e ao piso escorregadio no Inverno.

Descrição:
O primeiro percurso pedestre sinalizado da freguesia do Estreito, o PR4 OLR - "Trilhos do Estreito", compreende um itinerário circular, definido pela Associação que lhe dá o nome. O percurso contempla a passagem por locais bastante agradáveis ao longo da Ribeira de Pêro Beques, assim como a passagem pelas localidades de Estreito, Retaxo, Ameixoeira e Roqueiro.

Ao longo do roteiro, é evidente a existência de pinheiro, urze e medronheiro, assim como de áreas tradicionais agrícolas. Olivais, pomares e lagares marcam este percurso, assim como as inúmeras passagens por cima da Ribeira, através de pontões os quais dão acesso a muitas hortas. De realçar será a passagem por locais emblemáticos da freguesia tais como a Capela da Senhora da Penha, a fonte de S. João e a Capela de S. Sebastião, a Torre, o Cruzeiro da Ordem de Malta, ou o casario centenário de xisto existente no lugar de Espinheiros.

A sinalização do percurso, de carácter definitivo, permite que qualquer pessoa o realize em qualquer altura do ano. Este é apenas o primeiro itinerário sinalizado daquela freguesia, estando já definida uma segunda rota, contemplando desta vez o interesse geológico da Serra do Moradal.

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